quarta-feira, 13 de novembro de 2013

"O Segredo": Coração emoldurado

Uma vez Marina apaixonara-se. Cegamente, subitamente, desenfreadamente. Ela amou, ou acredita que amou. Um garoto charmoso, bonito, de cabelos curtos e jogados, olhos castanhos e um sorriso torto, a conquistou. A levou para passear para um lugar onde sempre que o amor começa jamais tem um fim. A fez sentir num conto de fadas e viviam de beijinhos. Ganhou ela. Ela não ganhou ele. Alguém já o tivera anteriormente, mas que sentido fazia ligar pro passado se ela também tivera apagado o seu? Ou não.

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A estória aconteceu repentinamente, talvez um pouco amargamente, apesar dos bons momentos, os piores dominavam. Depois de um tempo, a paixonite esfriou, balançou e acabou. Tão friamente tudo o que era bom se apagou. Sabe-se lá porquê, é a rotina do amor, ou do quase amor. Do nunca amor. Ela sofreu e não nega, mas não gosta de tocar no assunto. Cutucar feridas do passado é como revivê-las no presente. Dói de novo, como se nunca houvesse sarado. Se sarou.

Dita recuperada, tomou um rumo na sua vida. Estudante de arquitetura, aspirante à desenhista. Um pouco de tudo, mais conhecida como “pau pra toda obra”. Não mais ficar em frente o relógio escutando cada "tic tac", aguardando sua chegada. Não mais produzir-se para um alguém que não reparasse. Não mais ele. Não mais ninguém, só ela. Reconhece seus defeitos, mas apaixonou-se por si mesma de uma forma que acreditasse que ninguém mais a amaria como tal. Viveu assim, durante um tempo.

Ao longo de alguns meses, sua vida mudou. Um ocorrido aconteceu e a desencadeou uma série de fatos que seu coração rejeita e sua mente desnorteia. Perdeu-se e ganhou-se sentidos de enormes questões. Ficou mais fácil perceber o que se passava dentro dela, ou talvez boa parte. Marina não era tão boa em esconder seus sentimentos. O espelho de sua alma sempre foram os olhos. 

Este texto é o capítulo dois da Web Série "O Segredo", para conferir o capítulo anterior clique aqui.

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